Adeus Capital

Como a jurista e o engenheiro se abrigaram no Alentejo

Paulo Chitas (texto) e José Caria (foto)


Adeus Capital
Ele era diretor-geral da TomTom, uma multinacional do setor dos aparelhos de GPS. Ela trabalhava no setor logístico da Pfizer, uma farmacêutica. Ele formou-se em engenharia electrotécnica. Ela é jurista. Ele tem 40 anos. Ela tem 38 anos. Ele, Pedro Almeida, e ela, Ana Almeida, abandonaram Lisboa há um ano - venderam a casa, despediram-se dos empregos, fizeram as malas.
 Primeiro viajaram pelo país e pelo estrangeiro e procuraram um pouso longe do fru-fru citadino mas que lhes permitisse dar vazão aos à energia. O destino foi o Alentejo, onde Ana tem raízes familiares. Fixaram-se em Beja e inventaram o conceito Royal Café Gourmet, marca que registaram e que serviu de chapéu de chuva ao primeiro ato de uma peça de teatro que lhes mudou por completo a vida.
É um café onde sobressaem a pastelaria fina, as saladas gourmet para o almoço e os scones mornos para qualquer momento do dia, além de uma generosa sala que gostariam de transformar numa tertúlia alentejana. Fica no centro histórico de Beja, na Rua dr. Brito Camacho. Abriu há três meses e dá tempo a Ana de concluir o estágio de advocacia em Évora e ao Pedro disponibilidade para colaborar num projeto de comercialização de vinhos. "Tínhamos de mudar de vida, de recuperar a qualidade que lhe faltava", justifica Pedro Almeida. E mudaram.



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