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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Da Holanda para o Alentejo.


Da Holanda para o Alentejo. A viagem foi feita por Willemine de Jongh há três décadas. «Encantamento» é como esta holandesa descreve o que sentiu ao chegar à planície. Por isso regressou volvidos alguns anos com um objectivo: dedicar-se às plantas aromáticas e medicinais abundantes na região Sul. Nascia, em Portel, a Quinta Essência uma iniciativa apostada em retirar das plantas óleos essenciais, aplicados posteriormente na cosmética e na indústria farmacêutica.

Fonte: Sara Pelicano - Café Portugal


Na década de 1980, Willemine de Jongh, holandesa, acompanhou o irmão numa viagem até ao Alentejo. «O meu irmão queria estudar as ervas aromáticas e medicinais da região», conta Willemine. «Apaixonámo-nos imediatamente por estas terras. O meu irmão ficou logo cá. Eu, pela família, voltei à Holanda», acrescenta.

O Alentejo ficou-lhe, contudo, na lembrança. Willemine frequentou formações em Plantas Aromáticas e Medicinais (PAM) e em agricultura biológica. O objectivo futuro traçava-se a três mil quilómetros mais a sul, no Alentejo. «E aqui estou há mais de 20 anos», diz.

A empresa fundada em Portugal foi designada Quinta Essência Sociedade Agrícola e baseia-se no aproveitamento das mais-valias do solo alentejano. Na região brotam espontaneamente plantas que, pelas suas propriedades, há muito entram no imaginário nacional. Por um lado estão presentes na gastronomia, por outro nas mezinhas que os antepassados usavam para tratamento de doenças e embelezamento.

Recorrer às plantas aromáticas e medicinais e delas extrair óleos é a tarefa da Quinta Essência. «Estes óleos são muito utilizados em produtos de cosmética, mas podem também ser utilizados em massagens. Têm propriedades anti-bacterianas, anti-virais. Ajudam, por exemplo, a regenerar as células da pele», diz a nossa interlocutora.

Willemine de Jongh dia que, por exemplo, «o eucalipto e o alecrim são bons anti-bacterianos». «Há ainda outras aplicações. Nalgumas regiões de França começa a introduzir-se orégãos na alimentação dos porcos, porque esta erva tem capacidade para substituir um antibiótico. Evitam-se assim produtos químicos», acrescenta.

Processo de extracção:
As ervas aromáticas produzem um óleo que serve as protege das agressões do meio ambiente, como secas ou mesmo os insectos. É este óleo que pode ser extraído e utilizado no benefício do Ser Humano. 

O método utilizado na Quinta Essência para obter o óleo é a destilação a vapor. Willemine explica: «Num recipiente grande colocamos as ervas. A água que vai ferver deve ser de boa qualidade. Coloca-se dentro de uma panela de pressão. No local onde sai o vapor coloca-se uma mangueira que está ligada ao recipiente com ervas. O vapor vai passar de baixo para cima. As células das ervas partem e libertam o óleo que é arrastado pelo vapor. Passa tudo para um outro recipiente através de uma serpentina em contacto com água fria. A condensação gerada vai separar o óleo da água. Por decantação separam-se ambos».

A água que passou pelas ervas é chamada de «água floral e tem também algumas aplicações, como em preparados para a pele e uso oral», afirma Willemine. 

Os óleos essenciais Quinta Essência são comercializados em diversas lojas do sector, podendo ser dissolvidos em água ou mesmo colocados no creme diário para hidratação da pele. 


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