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domingo, 19 de junho de 2011

O jardim sobe para o telhado


Para economizar energia elétrica e melhorar a qualidade do ar nas grandes cidades, o teto verde é essencial nas construções sustentáveis. Conheça alguns exemplos de casas e prédios com esse tipo de cobertura e aprenda a fazer igual.

Por Marilena Dêgelo
Imagine sobrevoar a cidade de São Paulo e, em vez de uma massa cinza, ver tudo verde, como se fosse um imenso parque. Assim seria nossa metrópole se fosse aprovada uma lei que obrigasse a cobertura com grama ou outra espécie de planta em todos os telhados das casas e nas lajes dos prédios.

A ocupação descontrolada do solo nos grandes centros urbanos reduz as superfícies com vegetação e permeáveis à água de chuva, responsável pela manutenção da umidade do ar, eleva muito a temperatura nas cidades e aumenta o consumo de energia elétrica nas casas. Isso é agravado pelas construções com coberturas de laje ou de telhas que refletem o calor emitido pelo sol na atmosfera desprotegida de sua camada de ozônio. Além de contribuir para o efeito estufa, que torna a vida insuportável nas metrópoles e prejudica o ecossistema do planeta, o resultado disso é o desconforto térmico nos ambientes internos dos prédios e das casas. A solução para amenizar esses problemas é o teto verde.

Há quase um século, o teto verde, também chamado de cobertura-jardim, é usado em casas e prédios modernos da Europa e se tornou popular em países como a Alemanha, pioneiro no desenvolvimento deste tipo de telhado. Na história da arquitetura, o mestre finlandês Alvar Aalto foi o primeiro a projetar uma residência com vegetação no teto. A cobertura com grama aparece na casa de veraneio Villa Mairea (foto abaixo), construída em 1939 na região rural de Noormarkku, na Finlândia. 
As pesquisas em torno desse tipo de telhado avançaram nos anos 1970 nas universidades. E a indústria passou a investir na fabricação das coberturas nos anos 1980. No Brasil, aos poucos os consumidores começam a se interessar pelo produto. Por enquanto, a maioria dos projetos é executada pela Ecotelhado, empresa com sede no Rio Grande do Sul e que atua em todo o país, e pela Teto Verde Bioarquitetura, que fica no Rio de Janeiro. Em São Paulo, há casas com cobertura verde criadas pelo escritório Brasil Arquitetura.

De modo geral, a tecnologia do telhado verde envolve materiais betuminosos impermeáveis à água e resistentes ao crescimento de raízes. A cobertura vegetal, de grama ou plantas, pode ser instalada em lajes de prédios e sobre telhas convencionais, como as de cerâmica e as de fibrocimento. O custo ainda é alto, mas acaba compensando a longo prazo com a economia de energia elétrica. Como no verão reduz o aquecimento em até 40% dentro da casa e, no inverno, é capaz de isolar o calor no interior, mantendo a temperatura sempre agradável nos ambientes, dispensa o uso de ar-condicionado e aquecedores elétricos.


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