Ecovila Tamera é a primeira “Aldeia pela Paz” de Portugal


A Tamera é a primeira “Aldeia pela Paz” de Portugal. Ela nasceu em Alentejo - ao sul de Portugal em um terreno de 134 hectares e foi fundada em 1995 por Dieter Duhm, sociólogo e Sabine Lichtenfels, teóloga.
O local, também conhecido como “Biótopo de Cura”, é o centro de um novo movimento global, a partir do qual uma comunidade está a emergir. Existem diversos lugares como este espalhados pelo mundo, chamados no Brasil e em outros países de “Ecovilas”. 
A Ecovila funciona como um centro de pesquisa tecnológica a serviço da sustentabilidade e nela o impacto humano na natureza é quase zero. 
A Rede Global de Ecovilas (GEN, do inglês Global Ecovillage Network) também fundada em 1995, foi criada para apoiar modos de vida de baixo impacto ambiental e projetos de criação experimental.  Cada comunidade foca-se em determinado assunto, por exemplo, no hemisfério norte as comunidades recuperam terrenos degradados pela ação humana e promovem um modo de vida ecológico, no sul as necessidades específicas se voltam para a sustentabilidade das comunidades em termos de alimentação e problemas locais. Em uma comunidade congolesa os problemas se voltam às crianças órfãs e mulheres violadas. 
Tamera, em língua ancestral, significa “junto à fonte” e é assim que esta Ecovila portuguesa se apresenta, ao redor de um enorme lago. Quase toda a vegetação foi reintroduzida através da permacultura em um solo pobre, destruído pelas monoculturas e pela falta de água. A diferença de panoramas do que tem dentro para o que tem ao redor é contrastante. No local foram plantadas 20 mil árvores para criar harmonia e salvaguardar as simbioses entre as várias espécies da flora e fauna.
Na arquitetura, o “prédio” onde são realizadas as palestras é feito em fardos de palha, a maior construção da Península Ibérica. As paredes foram levantadas com 1.500 fardos e rebocadas com uma camada de cinco centímetros de espessura de argila e o telhado é coberto com relva. O material escolhido para a construção mantém a temperatura interna agradável durante o inverno e verão.
O local escolhido é uma uma das regiões menos densamente povoadas da Europa. Na vila existem muitas lagoas e algumas nascentes de água doce, florestas de eucaliptos e sobreiros, jardins e prados. Os verões são geralmente quentes e secos, o inverno é a estação das chuvas. 
A região ainda sofre com a destruição das florestas e maus-tratos agrícolas. A terra e seus habitantes passaram por grandes mudanças nas últimas décadas - ditadura, repressão, fome, revolução não-violenta, integração na União Europeia, e agora o impulso imenso da globalização. Muitos veem Tamera como uma oportunidade e um modelo para uma vida diferente. 
No site da Tamera a comunidade afirma: “É necessária uma comunidade para assumir a responsabilidade pela natureza, pela paz, pelo futuro. O ser humano tem de reaprender a viver em comunidade porque é uma criatura social e os nossos problemas atuais só podem ser ultrapassados em conjunto”.



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