Hortas urbanas aliviam a crise



Será a crise nas mãos de cada cidadão capaz de pegar numa enxada e de amanhar a terra? As hortas comunitárias e biológicas, que surgem por todo o país, não serão o milagre das tesourarias domésticas, mas é certo que fazem muito bem aos espíritos.

Em Vila Real, a Câmara anunciou há dias a criação de hortas urbanas para servir 26 famílias carenciadas. Na Trofa, a Misericórdia inaugurou uma horta social.

No Grande Porto, os municípios congregados na Lipor (gestão, valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos) estão há anos envolvidos no projecto Horta-à-Porta, nascido essencialmente para a educação ambiental (16 hortas e 429 talhões para promover a agricultura biológica e a compostagem dos resíduos domésticos). Em Lisboa, a Câmara investe três milhões de euros na remodelação de espaços agrícolas para ceder aos munícipes...

O levantamento, a nível nacional, não está feito, mas o fenómeno vai ganhando foros de moda, embora não possa ser directamente associado, na maior parte dos casos, ao combate às dificuldades económicas que afectam cada vez mais portugueses.

No terreno - nunca a expressão foi tão adequada -, visitámos alguns exemplos e falámos com quem trabalha a terra. Gente dinâmica, nuns casos, falta de gente, noutros, como na horta urbana de Aldoar, no Porto, em que há talhões praticamente a monte.

Mais do que ver a crise financeira, vimos o bem-estar emocional que o contacto com a terra proporciona. E a promoção da alimentação saudável, com produtos biológicos, o que já não é pouco.


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