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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Agricultura biológica cresce num tempo de regresso à terra




A agricultura biológica é um sector em crescimento em todo o mundo. Em Portugal, em 2010, as vendas de alimentos produzidos em modo de produção biológica ascenderam a 25 milhões de euros, mas o sector vive limitado pela ausência de uma verdadeira política de desenvolvimento do sector.

É neste cenário que decorrem, no Auditório Vita, o 3º Colóquio Nacional de Horticultura Biológica e o 1º Colóquio Nacional de Produção Animal Biológica. Os dois encontros juntam técnicos e produtores, nacionais e estrangeiros, apostados em contribuir mais para a oferta alimentar, reduzindo ao mesmo tempo os impactos negativos da agricultura convencional ou intensiva.

Na sessão de abertura dos dois colóquios, a vereadora da Câmara da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, defendeu que a agricultura representa um potencial de desenvolvimento dos territórios, pelo que os políticos devem ter a noção de que “o futuro de Portugal passa por aí”.

A autarca destacou o “percurso pequeno, mas com resultados visíveis” da câmara povoense no sentido da dinamização de modo de produção biológica. Neste concelho há 13 produtores certificados e foi introduzido o modo de produção biológica do porco bísaro. A câmara local está a desenvolver com sucesso o projecto das hortas sociais biológicas e criou um gabinete de apoio ao bioagricultor.

Biológico custa mais 30% 

Os produtos biológicos registam, em média, preços ao consumidor 30% acima dos da agricultura convencional, pelo que a comercialização é um dos grandes desafios que se colocam ao sector em Portugal.



Luís Alves, que comercializa plantas aromáticas, constata que “o sector da agricultura biológica apresenta um crescimento gradual e estável, fruto do aumento da procura mundial”.
“A agricultura está de volta. Os agricultores, as suas práticas sustentáveis e o seu investimento são necessários, na paisagem e na sociedade contemporânea, mais do que nunca”, afirma.

Isabel Mourão, dirigente da Associação Portuguesa de Horticultura e professora na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, defende “ a produção de alimentos de uma forma que mantenha a terra mais saudável e garante alimentos para o futuro”.

Sobre o óbice que constituem os custos para o consumidor, aquela técnica ressalva que “a agricultura convencional não paga todos os custos”, nomeadamente os que têm a ver com a poluição e utilização de recursos naturais. Por seu lado, “a agricultura biológica poupa nos efeitos laterais e negativos”.


Isabel Mourão vê o Entre Douro-e-Minho como “uma região dinâmica” no modo de produção biológica, sobretudo no que diz respeito a produtos vegetais, considerando muito positivas as experiências recentes das hortas sociais e da horticultura urbana.
O regresso de muitos citadinos à horta é explicado por Luís Alves pelo facto de muitos consumidores já não estarem “dispostos a consumir um produto biológico produzido em enormes monoculturas. 

De acordo com este participante nos colóquios que decorrem até amanhã, organizados pela Associação Portuguesa de Horticultura e Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica, “o sector da agricultura biológica apresenta um crescimento gradual e estável, fruto do aumento da procura a nível mundial”. Até as “grandes companhias de produtos alimentares já compreenderam este fenómeno e têm investido no sector”.

Via: José Paulo Silva / Correio do Minho



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