Reclamar os Campos


Reclaim the Fields é uma constelação de indivíduos e projectos colectivos dispostos a voltar ao campo e recuperar o controlo sobre a produção alimentar. O movimento define-se como um colectivo não-hierárquico de camponeses, futuros camponeses sem acesso à terra e qualquer pessoa envolvida em criar alternativas ao capitalismo através de iniciativas cooperativas, colectivas e autónomas, defendendo práticas reais de produção em pequena escala, ligando teoria e prática através de acções locais que respondem directamente aos desafios das actuais lutas globais.
Reclaim the fields é um movimento de raiz iniciado em 2007, no âmbito da concentração anti-G8 em Rostock, em Junho desse ano.
Reclaim the Fields apoia e encoraja a vida nos meios rurais e o regresso à terra. O âmbito do movimento é o da promoção da soberania alimentar e a cultura camponesa, particularmente entre os jovens e a população urbana, incentivando a modos de vida alternativos. O movimento procura assim novas alternativas ao modelo de produção capitalista, particularmente através de modelos cooperativos, colectivos e autónomos, orientados para as necessidades reais da população. A ideia subjacente é a de colocar a teoria em prática, interligando a prática e acções locais com lutas políticas globais. O reclaim the fields trabalha cojuntamente com a Vía Campesina e pretende associar os vários movimentos que se revejam na mesma luta.
Depois de várias reuniões, assembleias, participações em conferências internacionais e acampamentos (um na Suécia e outro em França), o colectivo reuniu-se mais uma vez para continuar a sua construção e fortalecer-se como conjunto. O local escolhido para Setembro de 2011 foi a Roménia.
Reclaim the Fields – 2011 Camp, Rosia Montana, Roménia
O acampamento contou com cerca de 250 participantes e teve como tema principal o protesto contra a reabertura da mina de ouro de Rosia Montana, no Oeste da Roménia, onde uma empresa canadiana pretende levar a cabo métodos altamente destrutivos de extracção do ouro.
O encontro desenvolveu-se ao longo de 10 dias, num acampamento auto-gerido voluntariamente pelos participantes, onde se praticaram manifestações e uma acção directa em Rosia Montana, na qual se ocupou temporariamente o centro de visitantes da aldeia, implementado pela empresa de extracção mineira. Durante o encontro realizaram-se plenários diários para a gestão da vida comunitária e de decisões e processos relacionados com o futuro do movimento. Organizaram-se ainda variadas oficinas relacionadas com acção directa, agro-ecologia, sementes, eco-construção, permacultura entre outros, para além de projecções de filmes, trocas de sementes com os locais e entre participantes.
Fonte: GAIA


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