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domingo, 27 de novembro de 2011

Distrito de Portalegre está para "encerrar"



A desertificação e a falta de acessibilidades, de investimento empresarial, de massa crítica e de serviços públicos no distrito de Portalegre são fatores que levam algumas entidades locais a considerar que a região está para "encerrar".


"A ideia que tínhamos de que os vários governos, nos últimos anos, queriam encerrar o distrito de Portalegre passou agora à fase de execução", afirma Diogo Júlio, coordenador da União de Sindicatos do Norte Alentejano (USNA), em declarações à agência Lusa.
"O que se está a tratar é, sistematicamente, ir encerrando aquilo que é fundamental para o nosso futuro. Já havia a ideia e a ação de destruir o tecido produtivo e agora estão a ser desmantelados os serviços mínimos fundamentais para quem quer continuar a viver neste distrito", diz.
O encerramento de escolas, de extensões de saúde e de fábricas, a supressão de serviços ferroviários, a ausência de uma autoestrada com ligação a Portalegre e a possibilidade de serem fechadas mais de vinte juntas de freguesia na zona levam o sindicalista a afirmar que o distrito está para "fechar".
"Os sindicatos, só por si, já não conseguem travar isto e se a população não se mobilizar e se as entidades que têm responsabilidades continuarem a fingir que não veem, que não sabem e que não ouvem, então o caminho é mesmo o do encerramento", alerta.
O presidente da Comunidade Intermunicipal do Norte Alentejo, Armando Varela, rejeita, por seu turno, a afirmação de que a região está para "encerrar", mas aponta o dedo aos sucessivos governos ao praticarem uma política de "desinvestimento" no distrito.
"Basta olhar para aquilo que é a rede de acessibilidades rodoviárias e ferroviárias com que é servido o distrito de Portalegre", ironiza.
Para Armando Varela, que exerce também o cargo de presidente do município de Sousel, eleito pelo PSD, é possível "inverter esta situação", se forem aplicadas "políticas de coesão social" e se for atraído para a região, nos próximos tempos, "investimento privado".
"Não basta falarmos da paisagem extraordinária, não basta falarmos dos produtos tradicionais que temos, é preciso inovar e ter capacidade para perceber onde é que é possível criar estímulos ao investimento para gerar emprego", sustenta.
De acordo com os Censos de 2011, o distrito de Portalegre tem cerca de 118 mil habitantes, tendo perdido na última década cerca de nove mil, o que corresponde a 6,4 por cento da população.
Com uma população bastante idosa e com um tecido empresarial "débil", o presidente do Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR), Jorge Pais, lembra que "há décadas" que está na vida pública a "chamar à atenção" e a "reclamar intervenção" e "criação" de medidas para "travar este plano inclinado" com que se depara Portalegre.
"A afirmação de que o distrito de Portalegre está para encerrar é uma frase que me custa ouvir enquanto cidadão desta região", mas considero "forte" se "servir para chamar à atenção das entidades com competência, nomeadamente o Governo", sublinha.
Jorge Pais apela a todas as entidades da região para defenderem o desenvolvimento do distrito, que "entendam finalmente" que é "necessário passar dos discursos, das palavras e das boas intenções às ações", criando, por exemplo, "um conceito regional".
por © 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.




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